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A morte consciente vivda no agora Liberta a consciência para o eterno.


A Morte é mais importante do que a vida. A vida é apenas o comum, é apenas o superficial .A morte é mais profunda. Através da morte tu te desenvolves para a vida real...e através da vida tu apenas alcanças a morte, e nada mais.
O que quer que chamemos de vida, que tomemos como vida, não passa de uma viagem em direção a morte. Se puderes compreender que toda a nossa vida é apenas uma viagem, e nada mais, então ficarás mais interessado na morte, pode chegar as profundidades maiores da vida. De outra forma ,permanecerá apenas na superfície. .
Mas não estamos absolutamente interessados na morte. Antes,fugimos aos fatos, estamos continuamente fugindo aos fatos. A morte ai está e a cada momento estamos morrendo. A morte não é algo distante; está aqui, e agora. Estamos morrendo. Mas enquanto estamos morrendo ,vamos nos preocupando com a vida. Essa preocupação com a vida , Essa superpreocupação com a vida, é apenas uma fuga, apenas um temor. A morte ai está , profundamente dentro –crescendo.

Modifique-se a ênfase: volte-se a tua atenção para o que há em torno. Se te tornas preocupado com a morte, tua vida te vai ser revelada pela primeira vez,porque no momento em que te sintas a vontade com a morte, ganhaste a vida que não pode morrer. Do momento em que tenhas conhecido a morte, conheceste que a vida é eterna . .

A morte é a porta da vida superficial , a chamada vida, a comum. Há uma porta. Se passares através dela, encontrarás outra vida (mais profunda...eterna), sem morte, imortal. Da chamada vida,que,realmente,nada é , senão o morrer, temos que passar pela porta da morte. Só então alcançaremos a vida que é realmente existencial e ativa. –sem morte.

Mas é presciso que se passe muito conscientimente através dessa porta. Estivemos morrendo muitas vezes. Mas, quando quer que alguém morra torna-se inconsciente. Passas através da porta num estado inconsciente da mente. Então nasces de novo, e toda a insensatez recomeça. E outra vez não te preocupas com a morte. .


Quem se preocupa com a morte mais do que a vida, começa a passar conscientemente pela porta, Isso é o que entendemos por meditação: passar conscientemente pela porta da morte. Morrer conscientemente é meditação. Mas não podes esperar pela morte. Não prescisas fazer isso, porque a morte está sempre ai. É uma porta que existe dentro de ti, não e algo que vá acontecer no futuro, não é algo fora de ti, que tens que alcançar, está dentro de ti é uma porta..

Do momento em que aceitas o fato de que a morte ai está e começas a senti-la , a vive-la , a ter consciência dela, começas a desaparecer através da porta interior. A porta se abre, e através da porta da morte começas a ter realces da vida eterna. Só através da morte é possível a alguém ter relances da vida eterna, não há outra maneira. Portanto realmente, tudo quanto é conhecido como meditação não passa de morte voluntaria, apenas um aprofundamento interior, um afogamento interior , um mergulhar interior um afastar-se da superfície e procurar a profundidade. .



Portanto para quem está disposto a morrer , essa própia disposição se torna a transcendência: essa propia disposição é religiosidade . Quando dizemos que alguém é mndano , queremos dizer ,antrs, que ele é absolutamente preocupado com a vida , e de forma alguma preocupado com a morte. Uma pessoa mundana é alguém para quem a morte vem , afinal. E qando vem, ele está insconsciente

Um homem religioso é o que está morrendo a cada momento. A morte não está no fim; é o próprio processo da vida. Um homem religioso é o que está mais preocupado com a morte do que com a vida, por que sente que aquio , seja o que for, que conhecemos como vida, vai ser tomado. Está sendo tomado; a cada momento tu o estás perdendo .A vida é apenas a areia numa ampulheta. A cada momento a areia vai sendo perdida e nada podes fazer neste caso. O processo é Natural. Nada pode ser feito:é irreversível. (...) (Um dia toda a areia estará perdida e tu estarás vazio -- apenas um eu vazio sem mais tempo consigo ,Então morres...


Sê mais preocupado com a morte(e com o tempo). Ele está aqui e agora, na esquina presente a cada momento. Desde que começas a procura-lo, tornas-te consciente dele . Ele está aqui ,tu apenas está deixando de observar esse fato. Mas nem mesmo deixando de observar esse fato tu foges a ele. Portanto entra na morte , salta para ela . Essa é a dureza da meditação , essa é asua austeridade ; é presciso saltar para a morte. Continuar amando a vida é sensualidade profunda , e estar pronto a morrer parece, de certa forma, não natural. Sem dúvida, a morte é uma das coisas mais naturais ... mas parece nada natural estar proonto par morrer.


Assim é como funciona o paradoxo, a dialética da existência; se estás pronto a morrer, mesmo essa disposição torna-te não mortal; mas se não estás pronto a morrer essa mesma disposição esse superego e ânsia de de viver fazem de ti um fenômeno que morre. Quando assumimos qualquer atitude, sempre lançamos o oposto. Essa é a profunda dialética da existência.o esperado nunca chega, o desejado nunca é obtido, o desejo jamais é satisfeito. Quanto mais desejas mais perdes. Seja qual for a dimensão isso não faz diferença: a lei permanece a mesma se pedes demasiado, seja o que for, pelo fato de pedires perderás o qe pedes. (...)


Assim uma pessoa cheia de ânsia pela vida é uma pessoa morta. Já está morta , apena um cadáver. Quanto mais ela sente ser apenas um cadáver, mas mais desejo tem de viver, mas não conhece a dialética. O Próprio anseio é venenoso . Uma pessoa que não têm ânsia de viver –Uma pessoa com o Buda , que não tem ânsia pela vida – vive ardentemente. Floresce em vivência, perfeitamente, totalmente. .

No dia em que Buda morreu alguém lhe disse: “Agora, estás morrendo, Vamos sentir muita falta de ti , durante eras e eras,vidas e vidas”
No dia em que Buda morreu alguém lhe disse: “Agora, estás morrendo, vamos sentir muita falta de ti , durante eras e eras,vidas e vidas” Buda respondeu: “Mas eu morri a muito tempo, durante quarenta anos não tive consciência de estar vivo. No dia em que atingi o conhecimento a iluminação , morri.”


Estava entretanto tão vivo! E esteve realmente, vivo só depois de estar “morto”. No dia em que atingiu a iluminação interior , morreu exteriormente , mas foi quando se tornou muito vivo. Então foi relaxado e espontâneo . Então ,não teve medo , não temeu a morte.

O medo da morte é o único medo. Pode tomar qualquer aspescto, mas é o medo básico. Desde que estejas pronto – desde que tenhas morrido – já não existe medo. E só numa existência destituída de medo a vida pode chegar ao florescimento completo. Mesmo então a morte vem. Buda morre. Mas a morte acontece apenas para nós , não para ele , porque quem passa pela porta da morte (consciente) tem a continuidade eterna . uma continuidade intemporal.


OSHO – Meditação: Aarte do êxtase, Capitulo 10 , págs 113 a 117

VÍDEO onde Mooji relata a experiência do Místico Ramana Marhashi ao passar Conscientemente pela porta da Morte .
Apartir dos 5:12 Minutos

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